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13 de janeiro de 2020

Saúde e estética ocular


O olhar é o nosso cartão de visita, ele é capaz de transmitir sentimentos e aspectos que retratam a personalidade. Com o passar dos anos uma série de mudanças são facilmente percebidas na região dos olhos podendo interferir nas expressões das pessoas.

Atualmente, um dos procedimentos cirúrgicos mais realizados por oculoplásticos e cirurgiões plásticos para rejuvenescimento facial é a blefaroplastia para fins estéticos ou funcionais (diminuir o peso das pálpebras e ampliar o campo visual), onde retira-se o excesso de pele e bolsas de gordura inferiores sem cicatrizes aparentes. Entretanto, como a medicina não faz parte das ciências exatas, nem sempre tirar pele e bolsas resolve. Às vezes, faz-se necessário exatamente o contrário: dar volume. Dessa forma, o plástico ocular, através de técnicas modernas para harmonização facial, poderá indicar a aplicação de preenchedores faciais e toxina botulínica.

Neste cenário, diversos produtos e aparelhos têm surgido para auxiliar o médico a amenizar os efeitos do envelhecimento facial. Entre eles podemos citar o uso da toxina botulínica (para o tratamento das rugas dinâmicas da face), ácido hialurônico (para o tratamento das rugas estáticas e reposição de volume facial), os aparelhos de radiofrequência e os diferentes tipos de laser (para estimular o colágeno).

A perda do volume facial é resultado do reposicionamento e redução da gordura no rosto, assim como do remodelamento ósseo, “murchando” as convexidades que dão a aparência jovial. Esse entendimento da perda do volume facial é fundamental para quebrar alguns paradigmas em relação aos procedimentos usados para rejuvenescimento facial. Hoje, o foco das técnicas é restaurar o contorno facial, dar volume e provocar o relaxamento muscular, assim como corrigir as áreas de sombra, incluindo a região das pálpebras e da órbita. Existem diversos preenchedores faciais, dentre eles o mais próximo do “ideal” atualmente é o ácido hialurônico. O ácido hialurônico (AH) é um produto que naturalmente está presente em nosso organismo, em diferentes órgãos e estruturas, inclusive na pele. É o responsável pelo volume, pela sustentação, pela hidratação e elasticidade da pele. Com o passar dos anos, ocorre a diminuição da concentração do AH na pele, contribuindo para o surgimento das rugas. Quando confeccionado industrialmente, o AH possui ligações intercelulares mais estáveis que promovem um “crosslinking”, podendo durar mais de ano. O ácido hialurônico é usado para preencher espaços entre as células e quando colocado nos sulcos do rosto dá volume a uma área deprimida, refletindo mais luminosidade no local tratado e, então, disfarçando olheiras e linhas de expressão.

O AH é reabsorvível e biocompatível e, além disso, sua aplicação pode ser revertida com o uso da hialuronidase. Ele pode ser utilizado no contorno da face, dos lábios (contorno e volume), dos sulcos nasolabial e nasojugal (olheira), rugas faciais. Ainda serve para repor volume na face, mãos e algumas regiões corporais. Como cada pessoa tem um organismo diferente do outro, a duração do resultado do preenchimento (MD Codes®) pode variar de 8 a 18 meses. Em contrapartida, procedimentos cirúrgicos trazem resultados mais duradouros. Porém o sistema ocular é complexo e muito delicado. Desta maneira, para realizar cirurgias nos olhos ou na região periocular, é preciso muita precisão e cuidado. A plástica ocular é uma subespecialidade da Oftalmologia que trata condições ou patologias que envolvem as pálpebras, tanto para fins funcionais quanto estéticos. O oftalmologista especializado em Cirurgia Plástica Ocular é habilitado para realizar diversos procedimentos. Por conhecer muito bem as estruturas do olho e da órbita ocular, esse especialista realiza a cirurgia visando o resultado estético, assim como a preservação de estruturas nobres no olho, em prol de uma boa acuidade visual e conforto do paciente. Em relação à cirurgia plástica geral e a oculoplástica, as duas especialidades são complementares, considerando que o cirurgião plástico tem durante sua formação o desenvolvimento de competências mais abrangentes, ou seja, ele aprende técnicas para corrigir problemas e defeitos em todas as áreas do corpo, enquanto o cirurgião oculoplastico é oftalmologista especialista em cirurgia palpebral e periocular. Contudo, em ambas as especialidades, para se tornar um cirurgião de excelência é necessário o desenvolvimento de competências, habilidades e atitudes, nas quais esse profissional necessitará de anos de treinamento e de aperfeiçoamento constante; neste cenário, cabe citar uma célebre frase do professor Drucker: “o maior benefício de treinamento não vem de se aprender algo novo, mas de se fazer melhor aquilo que já fazemos bem”.

Assim, para alcançarmos um excelente resultado estético e harmônico da face é necessário conhecimento, atualização constante, bom senso e experiência acima de tudo.

 

Delano Jorge
Oftalmologista
Cremers 31271
RQE 28732

Fellowship em Cirurgia Plástica
Ocular pelo Hospital Banco de Olhos, de Porto Alegre;

Especialista em Oncologia Ocular pela Universidade Federal de São Paulo, Escola Paulista de Medicina.

Rua Capitão Araújo nº 297, Sala 1206
Ed Vértice – Centro – Passo Fundo/RS
Fone consultório (54) 99610-1206
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