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Março Lilás – um alerta para a prevenção do câncer de colo de útero


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30 de março de 2020

Tempo de Leitura: 3 minutos

Março Lilás – um alerta para a prevenção do câncer de colo de útero


Quando diagnosticado em estágio inicial, as chances de cura são altas e chegam a até 90%

O mês de março é todo dedicado às mulheres. São flores, histórias e homenagens, mas também tem assunto sério! Na área da saúde, o mês ganhou um tom especial de lilás para lembrá-las sobre a prevenção de um dos tipos de câncer mais comum entre elas: o câncer de colo de útero. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), somente em 2018, mais de 16 mil novos casos desse tipo de câncer foram registrados no Brasil e estima-se que no mundo cerca de 500 mil novos casos ocorram todos os anos.

Segundo o médico ginecologista e obstetra, Dr. Leandro Trentin, 80% dos casos de câncer de colo de útero são diagnosticados em países em desenvolvimento. Essa atribuição se relaciona com alguns dos fatores de risco da doença como o baixo nível socioeconômico e cultural, grande número de parceiros, início precoce da atividade sexual, gravidez precoce, prostituição e o principal deles: o contato com o vírus HPV – Papiloma Vírus Humano. Existem mais de 200 tipos de HPV, mas não são todos eles que podem levar ao desenvolvimento de um câncer. “A infecção pelo HPV é a principal causa do câncer de colo uterino, principalmente os de alto risco como 16, 18, 31, 33, e 35 – subtipos de HPV. Os fatores imunológicos da paciente podem causar imunodepressão e acelerar o HPV, tais como o HIV e o tabagismo que também se relacionam com a diminuição da resposta imunológica local na mucosa do colo do útero”, explica Dr. Leandro.

Alguns dos sintomas desse tipo de câncer são:
– secreção vaginal amarelada, fétida e até sanguinolenta;
– ciclos menstruais irregulares;
– escapes intermenstruais, chamados de spotting;
– sangramento pós-coito;
– dor em baixo ventre.

Em estágios mais avançados a paciente pode ter anemia, sangue na urina, alterações urinárias, alterações do hábito intestinal e dores na coluna lombar e na bacia.

Dr. Leandro Trentin – Ginecologista e Obstetra

Prevenção e diagnóstico precoce
A principal forma de prevenção ao câncer de colo de útero é evitar os fatores de risco. Por isso, o uso do preservativo nas relações sexuais se torna uma das principais atitudes para evitar o contato com o vírus HPV. Além disso, a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia recomenda que o exame Papanicolau seja feito anualmente por todas as mulheres. “Nesse exame fazemos o controle citopatológico. Através dele é possível identificar lesões pré-cancerígenas, que são de fácil tratamento, comparadas com o câncer em estádio mais avançado”, acrescenta.

O câncer de colo de útero é a causa mais comum de morte por câncer em mulheres e também o responsável pelo maior número de anos de vida perdidos devido ao câncer. Conforme Dr. Leandro, as chances de cura para o câncer de colo uterino estão relacionadas basicamente ao seu estadiamento, ou seja, ao tempo de instalação desse câncer. “Até o estágio IIA, em que o tratamento cirúrgico é realizado de uma forma curativa, o prognóstico é muito bom, então todas as lesões precursoras, conhecidas como pré-neoplasias, são curáveis com os tratamentos ginecológicos. Já nos estágios IA2 e IB1, entra associação de tratamento de cirurgião oncológico; os estágios III e IV já requerem radioterapia ou braquiterapia, porém o risco de perda de vida já é muito alto. Nos estágios IIB, III e IV o uso de quimio e radioterapia associadas aumenta a sobrevida e o tratamento não é mais cirúrgico”, esclarece.

Vacine-se!
Atualmente a vacina contra o HPV também é elencada como fundamental para a prevenção do câncer de colo de útero – e demais cânceres que também podem se desenvolver a partir desse vírus em homens e mulheres. Em 2017 uma pesquisa mostrou que mais da metade dos jovens brasileiros entre 16 e 25 anos possuem algum tipo de HPV, sendo que quase 40% tratam-se do subtipos de alto risco, mais associados ao câncer. Dada a grande incidência, a vacina passou a ser oferecida gratuitamente pelo SUS para vacinar meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos – fases mais indicadas para a vacinação, pois antecedem o início da vida sexual. Adultos que não tenham feito a vacina também podem procurar fazê-la como forma de prevenção!

Sempre que tiver dúvidas procure o seu médico e faça regularmente os exames necessários para cuidar da sua saúde!

 



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