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A literatura ocupa as ruas de Passo Fundo


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8 de agosto de 2017

Tempo de Leitura: 3 minutos

A literatura ocupa as ruas de Passo Fundo


Projeto Estações de Leitura, promovido pelas Jornadas Literárias, incentiva o encontro da comunidade com a arte e a literatura. Primeira ação aconteceu no sábado (5)

 

Promover o encontro da comunidade com a literatura e suas diferentes manifestações. Foi com esse objetivo que a comissão organizadora da 16ª Jornada Nacional de Literatura e da 8ª Jornadinha Nacional de Literatura de Passo Fundo/RS deu início, no último sábado, 5 de agosto, ao projeto Estações de Leitura. A atividade, que integra as ações de pré-Jornada e de pré-Jornadinha, aconteceu no campo Fredolino Chimango e reuniu escolas e comunidade em um momento de troca e aprendizado.

Desenvolvidas em parceria com o Escritório Modelo de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Passo Fundo (Viva!Emau/UPF), as Estações de Leitura  consistem em um espaço plurifacetado de permanência composto por um palco principal, onde são realizadas apresentações das escolas participantes e da comunidade, e parklets, batizados de “parkletas”, com espaços distintos para oficinas e contação de histórias. Nessa primeira edição, participaram as escolas municipais Zeferino Demetrio Costi, Notre Dame, Fredolino Chimango, Padre José de Anchieta, Nossa Senhora de Aparecida e as escolas Notre Dame Menino Jesus e Instituto Menino Deus, com exposições, apresentações e oficinas. A atividade incluiu, ainda, shows de hip hop e de violão e apresentação de coral, além de sarau de música e poesia, roda de capoeira, oficinas de street dance e xadrez no entorno da Estação.

A vice-reitora de Extensão e Assuntos Comunitários da UPF, professora Bernadete Maria Dalmolin, destacou a atividade como uma forma de descentralização das ações da Jornada para os diferentes espaços da cidade, fazendo com que a população como um todo, em especial as escolas, participem. “São Estações para a gente parar, partilhar, se alegrar com as histórias contadas pelas crianças, fazer oficinas, brincar, estudar. Como o nome sugere, é uma estação em que as pessoas vêm, param, se abastecem e saem de novo emocionadas, reproduzindo e buscando outras histórias, outros conhecimentos que vêm desse campo da literatura”, ressaltou.

 

 

Obras da Jornadinha ganham vida

As escolas participantes da primeira Estação de Leitura apresentaram os trabalhos realizados pelos alunos referentes às obras da Jornadinha, das quais os estudantes estão fazendo a leitura. Os trabalhos, que mais pareciam obras de arte, ganharam vida. A turma do terceiro ano da Escola Redentorista Menino Deus, por exemplo, recriou a obra Condomínio dos Monstros, do escritor Alexandre de Castro Gomes. “Aprendi que tem muitos monstros diferentes: múmias, vampiros, bruxas… Agora, estou ansiosa para conhecer o autor que escreveu o livro”, comentou a aluna Beatriz Nunes Sanches, 8 anos.

Espaço pensado para a comunidade

E no dia da primeira Estação de Leitura, a festa também foi do Viva!Emau, que, no sábado, 5 de agosto, completou cinco anos. O projeto de extensão da UPF projetou parte da estrutura das Estações compostas por pallets, bambus e almofadas. Ao todo, 14 acadêmicos, quatro no projeto e dez na execução, participaram da criação das estruturas, pensadas especialmente nas crianças e nas atividades que foram desenvolvidas durante a ação. “Diariamente, durante 30 dias, voluntários trabalharam sem parar nos pallets, que precisaram ser tratados, lixados e pintados. As estruturas são simples e sustentáveis, porque reciclam vários tipos de materiais. É uma experiência desafiadora e uma honra ajudar a Jornada”, declarou a professora Carla Portal Vasconcellos, coordenadora do Viva!Emau.

 

Árvore da Literatura

Apesar de não ser uma ação permanente, as Estações de Leitura devem deixar uma marca por onde passarem. A iniciativa é da coordenadora do curso de Artes Visuais da UPF, professora Mariane Loch Sbeghen, que, junto com os acadêmicos do curso e com alunos das escolas participantes, deixará como herança da atividade a Árvore da Literatura, uma árvore pintada a partir da técnica de stêncil, formada por letras e palavras, uma espécie de símbolo da Jornada e que faz parte do projeto Jornada em Ação.

A primeira árvore foi pintada no muro do campo com a ajuda de alunos da escola Fredolino Chimango. “A ideia é que cada Estação tenha a sua árvore criada a partir dessa integração entre os acadêmicos do curso de Artes Visuais e os alunos das escolas municipais, que, nessa estação, foram representados pelos alunos da escola Fredolino Chimango. Nós acreditamos que a Jornada é construída com base nessa troca, nesse diálogo entre diferentes gerações e realidades”, lembrou a professora Mariane.

Confira a programação completa das Estações de Leitura: 

12/08 –  das 8h30min às 11h

Local: EMEF Benoni Rosado – Rua Deputado Fernando Ferrari, 189 – São José

 

19/08 –  das 8h30min às 11h

Local: EMEF Antonino Xavier – Rua Oscar Pinto, 903 – Vila Jardim

 

26/08 – das 8h30min às 11h

Local: EMEF Daniel Dipp – Rua São Sebastião, 1941 – Hípica

 

02/09 – das 8h30min às 11h

Local: EMEF Wolmar Salton – Rua Claudino Toldo, 155 – São Cristóvão



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