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Aprendizados na Argentina


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2 de janeiro de 2018

Tempo de Leitura: 3 minutos

Aprendizados na Argentina


A nossa edição de dezembro traz a última reportagem da série que viajou Pelo Mundo. Depois de passar por Portugal, Moçambique, Austrália, Irlanda, Espanha, Rússia e França, vamos nos aventurar em um país mais pertinho da gente, mas que também tem muito a nos ensinar: a Argentina. Vamos conhecer esse país através da experiência do estudante de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Passo Fundo, João Henrique Cenci, que morou durante 5 meses em San Miguel del Tucuman, cidade histórica onde foi declarada a independência Argentina.

Desde o ensino médio, João sempre teve vontade de fazer um intercâmbio. Ele, que sempre teve muita curiosidade de conhecer a cultura de outros países, viu essa curiosidade ficar ainda maior quando começou a estudar a história e as obras de diferentes lugares do mundo dentro do curso de arquitetura. João sabia que a Universidade de Passo Fundo trabalha com um programa de intercâmbio acadêmico que já levou muitos estudantes da região para terem experiências incríveis ao redor do mundo – e fez a sua inscrição para concorrer a uma bolsa no último dia do prazo. Dois meses antes da viagem, ele ficou sabendo que foi selecionado para fazer o intercâmbio e começou a organizar tudo. “A Argentina foi o país contemplado pelo programa MARCA Mercosul para o curso de arquitetura. Então, quando se ganha uma bolsa de estudo em outro país não se pensa duas vezes, apenas arruma a mala e vai!”, conta.

Chegando em San Miguel del Tucuman, João se instalou em uma casa de estudantes intercambistas, onde morou junto com outros dez brasileiros, quatro mexicanos e um uruguaio. “As primeiras duas semanas são muito difíceis, você cai de paraquedas em uma cidade diferente, convivendo com pessoas que você nunca viu e tendo as mais diversas experiências sobre ter que se virar sozinho em tudo, mas depois, você vai se integrando ao meio, conhecendo melhor a cultura e se acostumando”, diz.

João tinha aulas todas as manhãs e em algumas tardes na Universidad Nacional de Tucuman. Ele conta que a Universidade era de dimensões enormes se comparada as Universidades que temos na região, isso porque, na Argentina, há pouquíssimas universidades particulares, pois o governo garante Universidade para todos. “Em algumas salas de aula haviam 200, 300 alunos, compondo o curso de arquitetura com quase 8 mil alunos”, destaca.

Na UPF, João sempre ajudava na recepção dos alunos intercambistas que vinham de outros países para estudar em Passo Fundo. Por coincidência, uma intercambista que João havia auxiliado aqui era da Argentina – e ela retribui toda a ajuda que recebeu dele durante o seu intercâmbio. “Ela me ajudou com quase todas as tramitações iniciais, o que foi muito significativo na minha chegada. Depois conheci e fiz muitas amizades na universidade, todos me trataram muito bem e sempre estavam disponíveis para qualquer ajuda”, ressalta. O estudante diz que uma das coisas que mais gostou no país foi justamente o seu povo. “As pessoas buscam o turismo levando em conta somente os pontos turísticos e infraestrutura, mas a cultura do lugar e as pessoas que formam ela é que fazem a grande diferença, fui muito bem recebido na cidade e me encantei com a cultura Argentina”, enfatiza.

A cidade em que João morou é muito grande, tem cerca de 700 mil habitantes e é muito ativa. San Miguel del Tucuman tem muitas praças e parques, todos muito bem equipados para a prática de exercícios e lazer. A vida noturna da cidade também é muito agitada, com muitos bares e opções para se divertir. “O que me impactou muito foi que no período da tarde, quase nada está aberto, de comércio e serviços, pois é a hora da SIESTA, o período para descansar depois do almoço, então o comércio funciona de manhã e de noite”, comenta.

Para o estudante, a Argentina tem mais semelhanças do que diferenças com o nosso Estado, afinal, nossos “hermanos” argentinos também cultuam o gaúcho, falam “tchê”, “bah”, e tomam mate, que é um pouco diferente do nosso, mas que em relação a sua significação cultural nos deixa muito próximos. “Eu morava com pessoas do norte do Brasil e, muitas vezes, enxergava mais semelhanças entre o Rio Grande do Sul e Argentina, do que o nosso estado e o norte do nosso país”, ressalta João.

Nos períodos de folga, o estudante também aproveitou para conhecer outras cidades da Argentina e até alguns países bem próximos. Foi conhecer a região de serra e as ruínas de uma cidade histórica, habitada por uma civilização pré Inca; viajou para o Chile, chegando a Antofagasta, no norte; e no fim do intercâmbio, foi conhecer a capital, Buenos Aires, que o deixou totalmente fascinado, pela arquitetura, organização e beleza.

Sobre a experiência de ter feito um intercâmbio e ter conhecido um pedacinho a mais desse nosso mundo, João garante que foi uma grande e importante experiência, não só pelo conhecimento que adquiriu, mas também para o seu desenvolvimento como pessoa. “Você precisa aprender a fazer tudo praticamente sozinho, num lugar diferente e falando outra língua, entra em contato com uma cultura diferente, faz muitas amizades e conhece muita coisa, então, é uma oportunidade que, quando aparece a sua frente, tem que ser agarrada, ter feito intercâmbio foi muito bom, e recomendo, para quem puder e tiver essa oportunidade, que faça!”.



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