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Carazinho em Imagens


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14 de janeiro de 2016

Tempo de Leitura: 4 minutos

Carazinho em Imagens


Com a contribuição dos moradores da cidade, a página na internet conta a história de Carazinho a partir das suas fotografias  

Uma cidade com 85 anos tem muitas histórias pra contar. Algumas delas nós escutamos através dos moradores mais antigos, que adoram relembrar como era Carazinho. Outras histórias já não temos quem nos conte, mas podemos vê-las sempre vivas nas fotografias que revelam a cidade que muitos de nós não conheceram. Para nossa sorte essas fotos não ficam mais guardadas em álbuns nas gavetas das casas. Hoje elas estão reunidas em uma página na internet onde todos podem ver, curtir, comentar e compartilhar, que leva o nome “Carazinho em Imagens”.

Aline Schú, professora de biologia e bióloga, uma das criadoras da página, conta que tudo começou com um grupo que se uniu para protestar. “A gente estava cansado de ver que não tinha muito investimento nos grupos daqui, na cultura daqui e nos indignamos com um rodeio que foi feito na cidade, premiado e gastado muito com pessoas de fora”, conta.

Do protesto se uniu um grupo que começou a pensar o que poderia ser feito. “Se criou primeiro um grupo chamado Carazinho Cultural, um grupo de ideias, naquele momento de efervescência política. Como parte do grupo trabalhava no Museu Olívio Otto, tínhamos acesso aos arquivos de lá e foi esse o acervo que impulsionou a coleção inicial”, conta a professora de história e administradora da página, Bruna Anacleto. Junto com um arquivo de fotos da família de Álvaro Vargas e da antiga Foto Cinerama, a página começou a tomar forma em agosto de 2012.

As pessoas começaram a ver as fotos e se lembrarem de que também tinham fotos da nossa cidade em casa. Assim o e-mail carazinho.cultural@gmail.com foi colocado a disposição para que todos pudessem mandar suas contribuições. “Às vezes a gente também vê fotos no facebook das pessoas e pedimos se podemos publicar na página”, revela a professora de história e administradora da página Paola Schettert.

 

Estação Ferroviária - década de 1920

Estação Ferroviária – década de 1920

 

Além de resgatar a história e as diferentes visões que cada um tem de Carazinho, a página conseguiu promover uma interação muito bacana entre os carazinhenses. “É um público muito diversificado, de idades e vivências muito diferentes. Desde crianças, adolescentes comentando e perguntando sobre o local daquela foto e as pessoas que vivenciaram aquela época explicando. Essas trocas são muito positivas”, conta Bruna

“O intuito da página, é que ela seja usada para a educação patrimonial, que possibilite uma interação entre as fotografias e a comunidade, o público da página. As fotos conseguem mostrar as mudanças que aconteceram aqui, inclusive antes de 1931 da emancipação política do município, pois temos registros desde o início do século XX”, salienta Bruna. Segundo Paola, outra ideia da página é criar uma memória coletiva nos carazinhenses. “Enquanto não se tem essa coletividade fica difícil, acontece muito de as pessoas reclamarem que Carazinho não se desenvolve. A mesma coisa que nos impulsionou lá em 2012 a começar o trabalho está fazendo efeito agora”, destaca.

 

Da internet para o livro
Jana Lauxen, escritora, gostou tanto do trabalho do grupo que propôs a eles organizar toda aquela história em um livro. O grupo não tinha como não gostar da ideia e, no primeiro trimestre de 2016, o livro deverá ser lançado em Carazinho pela editora Os Dez Melhores. A obra vai reunir além das fotos, pequenos textos que vão ajudar a contar a história da cidade. “A ideia do livro é que ele tenha um alcance maior com essa pesquisa histórica que a gente tem feito, que ele possa ser usado principalmente nas escolas, pois no 4º e 5º ano, quando se estuda a história regional e municipal, não se tem um aporte fundamentado para poder trabalhar”, explica Bruna.

Partindo da página, as professoras de história desenvolveram um artigo, que foi apresentado em um Congresso Internacional de História Regional, sobre os Laços de Memória em relação a cidade e de como a fotografia tem esse papel importante. “Podemos notar o crescimento ao longo dos anos da página, da interação das pessoas, de como estão criando uma referência, começando a compreender os objetivos da página, que vão muito além de um catálogo ou um conjunto de álbuns”, enfatiza.

 

Exposição Agro-Pastoril e Industrial de Carasinho - 1934

Exposição Agro-Pastoril e Industrial de Carasinho – 1934

 

História Patrimonial
Carazinho perdeu diversas construções e prédios históricos ao longo de seus anos. Ganhamos em inovação, mas perdemos muitas partes da nossa história que estiveram vivas, durante tantos anos, na arquitetura do município. “Esse também é um interesse nosso, que a consciência patrimonial das pessoas, de certa forma, impulsione que se faça uma Lei de Tombamento em Carazinho, uma conscientização que parta do município”, explica Bruna.

Em 2012 foi realizado pela página um Concurso Fotográfico sobre o patrimônio histórico, que rendeu mais de 40 belas imagens de Carazinho. “Para realizar o concurso de fotos a gente conseguiu patrocínio, premiou todo mundo, tudo com trabalho voluntário”, destaca Aline. “Além do concurso, transformamos a exposição Carazinho em Foco num projeto itinerante, que já foi exposto em mais de cinco outras instituições culturais, que possibilitou a popularização da cultura através das fotos”, destaca Bruna.

Para o segundo semestre de 2016 está previsto um novo Concurso Fotográfico, que desta vez vai ressaltar o patrimônio natural da cidade.

 

Praça Brasil, atual Albino Hillebrand - década de 1950

Praça Brasil, atual Albino Hillebrand – década de 1950

Os administradores da página Carazinho em Imagens:
Aline Schú – Professora de Biologia e Bióloga
Bruna Anacleto – Professora de História
Felipe Granville – Fotógrafo
Leonardo Capeleto de Andrade – Engenheiro Ambiental
Lucas Cabral Ribeiro – Professor de História
Paola Rezende Schettert – Professora de História



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