Contato Vip


A Revista Contato VIP circula desde 1993 na região norte do Rio Grande do Sul, sediada em Carazinho. Em 2014 foi iniciado um projeto expansão, e hoje a revista circula também em Passo Fundo, Marau e demais cidades da região norte do Estado. Há mais de 25 anos mostrando o lado bom da vida!

Matérias do autor


6 de maio de 2020

Tempo de Leitura: 2 minutos

Estudo sobre coronavírus inicia 3ª etapa neste final de semana em Passo Fundo


Próxima fase ocorre entre os dias 9 e 11 de maio. Na cidade, assim como nas duas primeiras etapas do estudo, 500 pessoas serão testadas, seguindo metodologia específica para sorteio e seleção

A terceira fase do estudo populacional sobre a pandemia da Covid-19, que está sendo conduzido pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), será realizada neste final de semana em nove regiões do Rio Grande do Sul, incluindo Passo Fundo. Na cidade, a coleta de dados está sob a coordenação dos pesquisadores da Universidade de Passo Fundo (UPF), Universidade Federal da Fronteira Sul (Uffs) e Faculdade Meridional (Imed). O objetivo do estudo intitulado EPICOVID19 é estimar o percentual de gaúchos com anticorpos para o vírus SARS-coV-2, determinar o percentual de infecções assintomáticas ou subclínicas, avaliar a velocidade de expansão da infecção ao longo do tempo e obter cálculos precisos da letalidade do vírus. Em Passo Fundo, assim como nas duas primeiras etapas do estudo, 500 pessoas serão testadas, seguindo metodologia específica para sorteio e seleção.

De acordo com os critérios do IBGE sobre o perfil populacional, na última etapa da pesquisa, realizada entre os dias 25 e 27 de abril, foram testadas pessoas nas seguintes cidades: Pelotas, Uruguaiana, Ijuí, Caxias do Sul, Passo Fundo, Santa Cruz do Sul, Santa Maria e Porto Alegre. As nove cidades onde foram realizadas as coletas, incluindo Porto Alegre, representam 31% da população gaúcha (11,3 milhões de habitantes).

Durante a visita, os entrevistadores aplicam um breve questionário e coletam uma amostra de sangue (uma gota) da ponta do dedo do participante, que será analisada pelo aparelho de teste em aproximadamente 15 minutos. O teste rápido detecta a presença de anticorpos, que são defesas produzidas pelo organismo somente depois de sete a dez dias da data de contágio pelo vírus. Dentro desse período, o resultado pode apontar negativo, mesmo que a pessoa tenha contraído o coronavírus. Em caso de resultado positivo, os participantes recebem um informativo com orientações e, em seguida, são contatados para acompanhamento e suporte da secretaria de saúde local.

Números da pesquisa/ segunda etapa
-Para cada 1 milhão de habitantes no RS, estima-se que existam 1.300 infectados reais, 108 notificados;
-Para cada caso notificado nas nove cidades da pesquisa, existem cerca de 12 casos não notificados;
-A letalidade da Covid-19 no RS está em 3,6% dos casos notificados (49 óbitos/1.350 casos até 28/4);
-Com base na estimativa do estudo, a letalidade está em 0,33% (49 óbitos para 15.066 casos);

Instituições envolvidas
A pesquisa mobiliza uma rede de 12 universidades federais e privadas: Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade Federal do Pampa (Unipampa/Uruguaiana) e Universidade de Caxias do Sul (UCS), Imed, Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS/Passo Fundo) e Universidade de Passo Fundo (UPF) e Unilasalle-Canoas. O estudo tem um custo estimado em R$ 1,5 milhão e tem o apoio da Unimed Porto Alegre, do Instituto Cultural Floresta, também da capital gaúcha, e do Instituto Serrapilheira, do Rio de Janeiro.

Foto: Divulgação



Veja também