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Pelo Mundo: Os encantos da Irlanda


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17 de agosto de 2017

Tempo de Leitura: 4 minutos

Pelo Mundo: Os encantos da Irlanda


O estudante de Comércio Exterior, Guilherme Ribeiro Silva, de 22 anos, foi para a Irlanda para passar apenas uma pequena temporada – e acabou morando por dois anos no país. Hoje, de volta a Passo Fundo, ele compartilha com os leitores da Contato VIP os encantos desse país

Guilherme sempre teve uma certa dificuldade em aprender a língua inglesa aqui no Brasil. Conversando com alguns amigos que viajaram para fora do país, ele percebeu como eles haviam aprendido a língua facilmente e teve vontade de se arriscar em um intercâmbio. Na época, Guilherme também não sabia direito o que gostaria de estudar na faculdade e achou que a experiência do intercâmbio poderia ser uma boa aposta para abrir seus horizontes. Assim, no primeiro semestre de 2013 o destino já estava escolhido: embarcaria rumo à Irlanda. “Eu escolhi a Irlanda porque era o país com o melhor custo benefício, o único da Europa que tinha a possibilidade da trabalhar legalmente e porque, pelas minhas pesquisas, era um país acolhedor”, justifica.

Guilherme participou do programa estudo e trabalho, um programa de longa duração em que a pessoa tem que contratar um curso de inglês de no mínimo 25 semanas (seis meses) e pode ficar no país mais dois meses de férias após esse período. “Aprender inglês foi um dos maiores desafios, principalmente porque eu fui totalmente despreparado e sem saber nada. No começo eu estudava de manhã e na parte da tarde estava sempre fazendo alguma atividade fora com meus amigos, gostávamos de conhecer as cidadezinhas da costa de Dublin, ir a museus, parques, pubs e também para procurar emprego”, conta o estudante.

Condado de Claire

Guilherme levou cinco meses para conseguir um trabalho, mas a demora aconteceu porque ele sempre quis trabalhar em um café. “A demora também aconteceu porque meu inglês era bem ruim para trabalhar em um café”, conta Guilherme bem-humorado. Na Irlanda, as aéreas que têm mais ofertas de trabalho, são aéreas operacionais, também conhecidas como “subemprego”, que é trabalhar em cafés, restaurantes, lojas e hotéis. Depois que Guilherme conseguiu o seu tão sonhado emprego em um café, trabalhou lá por um ano e três meses – e garante que foi a melhor experiência vivida no país. “Foi neste café que eu conheci pessoas do mundo inteiro, pratiquei o meu inglês, consegui pagar minhas contas, viajar, ser mais independente e aproveitar a vida”, ressalta.

O estudante conta que existem muitas diferenças entre a Irlanda e o Brasil, como as vias que são contrarias (mão inglesa) e o inverno que é muito rigoroso (Guilherme é natural de São Paulo e diz que nunca tinha passado por um inverno tão frio na sua vida!). Além disso, uma das diferenças mais significativas é que o dinheiro que ele recebia no país valia muito. “Com um salario mínimo do país você pode viver a vida, viajar, comer bem! Lá as pessoas não valem o que elas têm e sim o que elas são”, destaca Guilherme.

St. Patricks Festival

Na Irlanda existe também uma CIA AEREA de low coast, em que as passagens aéreas são muito baratas para viajar dentro da Europa. “Essa é uma das razões do meu amor pela Irlanda! Em meu tempo lá eu pude conhecer a Holanda, França, Bélgica, Espanha, Portugal e Inglaterra”, comenta. Outra coisa que Guilherme também gostou no país foi a segurança, nas palavras dele: “a sensação de você se sentir livre, sem rótulos ou julgamentos, a honestidade da pessoas e a acessibilidade!”.

Dublin, a capital da Irlanda, é uma cidade onde as opções de lazer são diversas e fora de casa, ou seja, a cidade tem muitos parques, museus, castelos, pubs, baladas e festivais… “Dublin tem uma variedade enorme de bares e restaurantes, mas um que eu indicaria é o The Old Storehouse, no Temple Bar, para comer o tradicional Fish and Chips Irlandês”, sugere Guilherme. Além disso, o estudante deixa a dica para conhecer no país: a cidade de Howth, Galway para ir ao Cliffs of Moher (uma das 7 maravilhas do mundo!), Belfast no Norte da Irlanda e as montanhas de Wicklow. Que tal?

O estudante voltou para o Brasil há um ano e sete meses e garante que a sua adaptação no novo país foi bem rápida do que a readaptação à vida no Brasil. “Eu aprendi a ter mais empatia e a ouvir mais as pessoas. O intercâmbio também me ajudou a enxergar os pequenos problemas de uma outra forma e dar valor as coisas simples da vida”, finaliza.

Bakers Coffee

O que é preciso para passar uma temporada na Irlanda?
Segundo Guilherme, é necessário um visto de estudante, que é o Stamp 2, direcionado para aqueles que pretendem passar mais de seis meses no país tendo como propósito os estudos. Diferente do visto de turismo, neste caso, o estudante poderá trabalhar 20h durante o período de estudos e 40h durante as férias. Para se enquadrar nesta categoria de visto é necessário se matricular em um curso com duração mínima de 25 semanas. Neste caso, além dos requerimentos básicos, é preciso apresentar a carta de matrícula da escola onde irá estudar. Inicialmente, o oficial dará um visto temporário de um mês para que você tenha tempo para providenciar os demais itens necessários ao candidato a estudante no país, comprovando-se assim que você é um estudante genuíno. Esses documentos incluem: Carta da escola, com curso de carga mínima semanal de 15h/aula por semana; Ter seguro governamental ou médico privado de uma empresa estabelecida na Irlanda; 3000 euros comprovados em extrato de uma conta em banco irlandês; Comprovação de endereço. Uma vez que você tenha organizado todos esses documentos é hora de ir à imigração e solicitar o visto definitivo de 8 meses para pegar seu cartão de registro, o GNIB.



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