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Reconstrução mamária pós-cirurgia de câncer de mama


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10 de setembro de 2018

Tempo de Leitura: 3 minutos

Reconstrução mamária pós-cirurgia de câncer de mama


Entenda como é feita a cirurgia que devolve a autoestima e a qualidade de vida às mulheres que enfrentam o tratamento de um câncer

O câncer de mama pode transformar a vida de uma mulher de diversas maneiras. Além de enfrentar o tratamento, é preciso lidar com as consequências dele – a perda dos cabelos e a retirada da mama, por exemplo, que afetam a autoestima e o convívio social da mulher. Felizmente, a medicina hoje possui técnicas avançadas, que visam minimizar essas consequências e reestabelecer a normalidade na vida de uma paciente oncológica. A técnica de reconstrução mamária vem sendo cada vez mais difundida e requerida por essas pacientes, pois, conforme o cirurgião plástico Dr. Francisco Madalosso de Bittencourt, toda mulher que foi submetida ao tratamento de câncer de mama deve ter sua mama reconstruída, parcial ou totalmente.

O cirurgião plástico explica que a cirurgia de reconstrução mamária pode ser feita de duas formas: pode ser imediata (no mesmo ato cirúrgico do tratamento do câncer) ou tardia (em outro momento cirúrgico). “A escolha do melhor momento para a reconstrução depende das condições clínicas da paciente ou do estágio do tumor”, destaca.  A reconstrução pode ser feita com tecidos corporais da própria paciente, em que as técnicas prevalentes utilizam tecidos da própria mama, do abdômen ou das costas. A reconstrução também pode ser feita com implantes mamários, que podem ser definitivos, as próteses de silicone, ou temporários, chamados expansores de tecidos, semelhantes as próteses de silicone habituais, mas que vão sendo preenchidas com uma solução de soro fisiológico, para que no futuro se faça uma reconstrução definitiva.

A reconstrução imediata da mama não interfere na sequência do tratamento do câncer. Segundo Dr. Francisco, já está muito bem estabelecido na literatura médica mundial que há segurança para a reconstrução imediata da mama e que, se for possível, deve-se priorizar a reconstrução imediatamente após o tratamento.  “Pode-se, ainda, fazer a cirurgia na outra mama, sem câncer, o que chamamos de ‘simetrização’”, complementa.

Existem também diferentes opções para a reconstrução da aréola e do mamilo. Geralmente o cirurgião plástico utiliza a pele e tecidos da própria mama para confeccionar a aréola e a projeção do mamilo. A coloração pode ser feita por micropigmentação (tatuagem), em que se busca a coloração da aréola anterior, utilizando a coloração da aréola contra-lateral. Outra alternativa é feita apenas através micropigmentação exclusiva, em que o desenho imita o mamilo em 3D. A mama reconstruída pode ou não manter a sua sensibilidade, dependendo de cada caso. “A perda de sensibilidade será tanto maior quanto mais complexo for o tratamento cirúrgico e adjuvante (quimioterapia e radioterapia)”, pontua o cirurgião.

Outra dúvida comum nesse tipo de procedimento é em relação a cicatriz. Porém, conforme o médico, a cicatriz também vai depender muito do tipo de procedimento, da localização do tumor e do tipo de reconstrução possível para o caso, podendo ser desde uma cicatriz semelhante ao da colocação de próteses de silicone na aréola ou no sulco mamário, até cicatrizes maiores ou mais aparentes.

Dr. Francisco Madalosso de Bittencourt CREMERS 27895 Cirurgião Plástico Especialista SBCP/CFM

 

O cirurgião plástico tem participação fundamental na reconstrução da mama após o tratamento do câncer, remodelando ou até mesmo refazendo a mama para que os traumas emocionais sejam menores para a paciente. “As mamas são importantes para a harmonia corporal e autoestima da mulher. Pacientes com boa autoestima estão mais dispostas a enfrentar todo o tratamento e as condições clínicas que dele aparecerão. Sentir-se bem consigo mesma é um fator importantíssimo na recuperação desse tratamento, já comprovado por diversos estudos médicos”, enfatiza Dr. Francisco.

 

 

 



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