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É pedir muito?


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7 de janeiro de 2016

Tempo de Leitura: 2 minutos

É pedir muito?


Perto da minha casa tem um casal que tutora um pinscher. Tutora nada, estou sendo bondosa. Assim que eles saem de casa, o cachorrinho começa a latir e só para quando eles retornam. Sabe aquele cochilo no sofá, depois do almoço? Não posso. Sabe aquele fundo musical tranquilo para a faxina? Não posso. À noite, quando eles pegam no sono, o cachorro late. Late. Late. Noite adentro, o cachorro late. A poluição sonora é absurda. Imaginem só… é um pinscher!

Não é apenas o fato de que o latido perturba as pessoas ao redor, se bem que isso já seria suficiente para ser tomada uma providência. É também a notoriedade de que algo não está bem com o bichinho. E se acabar a água? E se ele se machucar? Passa o dia inteiro sozinho, vai recorrer a quem?

É só uma pequena demonstração de como nos tornamos irresponsáveis com tudo. Para que ter um cachorro se você não pode cuidar, fazer companhia, atender à noite? É muito egoísmo trancafiar um bichinho só pelos cinco minutos de prazer que ele proporciona quando você chega em casa, ao final do dia. Se em um dia de 24 horas, você só pode dar 15 minutos ao cachorro, não tenha um. Seja responsável.

Isso é um pálido retrato de uma sociedade descomprometida. Fazemos contas que não podemos pagar, temos filhos que não podemos criar, fazemos promessas que não podemos cumprir. É bonito exibir pertences, cachorros e filhos nas redes sociais. Difícil é bancar a vida real.

Eu torço por um 2016 diferente, em que sejamos mais sóbrios em nossas escolhas e mais responsáveis com as consequências delas. Em que os compromissos que assumimos sejam cumpridos à risca, ou que tenhamos a humildade de justificar a falta cometida. Em que cada um faça a sua parte para que todo mundo tenha seu direito garantido, tanto ao descanso, quanto a todas as outras necessidades básicas.

Mas, principalmente: eu desejo que alguém possa realmente cuidar daquele pinscher, de dia e à noite. Porque em 2016 eu preciso colocar o sono em dia! Será que é pedir muito?

 

 



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