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Domingo de Páscoa


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26 de março de 2016

Tempo de Leitura: 2 minutos

Domingo de Páscoa


“Vocês vão crescendo e os presentes vão encolhendo”. Esta foi a justificativa quando entreguei ao meu filho uma barra de chocolate (alpino das grandes, claro), como presente de páscoa. Uma barra também para a irmã dele, uma para minha afilhada, uns coelhos para os pequenos e pronto. Muito chocolate provoca espinhas, indigestão e engorda. E não vamos usar esta data como desculpa para cometer exageros.

Mas nem sempre foi assim. Já cumpri todo o ritual de desenhar as patinhas do coelho desde a entrada e ver depois a alegria das crianças imaginando por onde o coelho entrou. Já dormi de madrugada, esperando que eles fossem dormir para preparar as cestas que seriam encontradas com surpresa no dia seguinte. Já filmei coelhinho de pelúcia na calada da noite para povoar a imaginação de meus filhos, ops, o mais velho percebeu a mão do pai segurando o coelho e reconheceu: mas essa não é a coelha da Mila???  Bons tempos! E o Léo pagou mico, pintado de coelho, comendo cenoura, posando para as fotos e depois finalmente, devorando os chocolates. E não eram poucos. Os de casa somavam-se aos da vó, das tias, da madrinha, da escola. Era doce pra semana, pro mês inteiro…

E não há como não me lembrar da minha infância. As cestas confeccionadas dias antes, enfeitadas com papel celofane. Papel picado enchia o ninho, bastante papel para dar maior prazer a sensação de procurar pelos doces e encontrar perdido no ninho mais uma bala ou um pirulito. Quando chegava a noite a ansiedade espantava o sono, e a noite demorava a passar. Tanto que algumas vezes ouvíamos os passos de nossa mãe no escuro colocando as cestinhas debaixo da cama. E na manhã seguinte saltávamos cedo da cama e de pijamas (de pelúcia costurados pela própria mãe) conferíamos todo o conteúdo da cesta, para certificar que havíamos ganho todas  a mesma quantidade de doces. Vez por outra trocava-se uma bala por um pirulito, um confete por uma passoquinha. Eram coisas simples, nada de ovos imensos, mas tinham um incrível sabor de felicidade.

Hoje os tempos são outros, mas o propósito é o mesmo. Amor, união, confraternização. Dentro do possível estar perto. Mas sempre, de coração, estar junto. Este é o significado da Páscoa.

(crônica escrita em março de 2012)



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