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Ano Novo! Roupa nova?


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4 de janeiro de 2016

Tempo de Leitura: 2 minutos

Ano Novo! Roupa nova?


Recém passamos por aquele “balanço anual”, onde mesclamos a retrospectiva do ano que passou com as promessas do ano que virá.  Se aplica nas mais diversas esferas da vida, a família, amor, amigos, viagens, exercícios e bens de consumo.  Assunto em pauta no ano de 2015 e com certeza será ainda mais abordado em 2016 é: Sustentabilidade na Moda. Termos tão paradoxais formando uma frase? Podemos tentar fazer a nossa parte. A sustentabilidade possui 3 pilares básicos (e se desenrolam em outros 7 ou 8, conforme autores): ecologicamente correto, economicamente viável e socialmente justo/aceito.

Ecologicamente correto: não quer dizer que só usaremos algodão orgânico (até porque a produção sem agrotóxicos é praticamente nula), o cultivo e beneficiamento demanda outras fontes de energia e gasto bastante elevado de água. Tecido de bambu, o queridinho do discurso vazio de algumas marcas, tem o beneficiamento mais poluente de todos. Couro vegetal (vida útil curtíssima, entre 2 a 5 anos o produto costuma deteriorar) não é couro, o uso do termo somente é permitido para o superfícies de origem animal. Algumas empresas estão mesclando em suas composições PET reciclado bem como otimizando os processos produtivos para alcançar custos competitivos em produtos de qualidade.

Economicamente viável: O poder de compra de grande parcela da população tem diminuído de uns tempos pra cá. E as roupas, comparadas com outros bens de consumo são caras. Temos que pensar em todas etapas que envolvem um produto até chegar ao guarda roupa: fiação, tecelagem, representante, transporte, confecção (criação, modelagem, corte, costura, expedição – beneficiamento: bordado, estampa, tingimento, etc…), representante, transporte, loja. Quantas pessoas são envolvidas em todas essas etapas e a carga tributária total? A tentação de comprar peças pela internet a um valor irrisório, qual o real valor? Isso é abordado no próximo ponto.

Socialmente justo: Há alguns meses foi lançado um documentário na internet chamado The True Cost, que pode ser traduzido literalmente para “O Real Custo” onde mostra o mundo da moda e suas duas faces opostas.

O glamour dos desfiles, editoriais e modelos e por outro lado a fabricação das roupas em larga escala, em países subdesenvolvidos da Ásia e suas consequências desastrosas ao meio ambiente e a vida das pessoas. E o pior, diversas marcas de renome internacional envolvidas nesse ciclo. Sempre que possível, compre de quem produz, compre do pequeno.

Para encerrar o texto, vou abordar um ponto que considero de extrema importância, a afetividade que desenvolvemos com os nossos bens. Seja por questões místicas, estava usando tal roupa quando algo muito bom aconteceu, essa roupa especial comprei para o primeiro dia de trabalho, para uma data especial, casamento, formatura ou até mudança. As roupas nos acompanham durante todo o dia, 365 dias por ano, acabam fazendo parte do que somos e externalizam características intangíveis. Adquira conscientemente, peças duráveis e de qualidade. Isso é o que eu desejo para os leitores da coluna de Moda em 2016.



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