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Cautela com os ideais de Natal e Ano Novo


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21 de dezembro de 2015

Tempo de Leitura: 2 minutos

Cautela com os ideais de Natal e Ano Novo


Primeiramente, segundo minha própria apreciação, as datas comemorativas do dia 25 de dezembro e 1º de janeiro, possuem sua relevância mais do que tudo pelo feriado em si. Visto que em minha área de atuação profissional (clínica particular e saúde pública) visualizo um sofrimento – dispendioso de energia – naqueles que não se encaixam nos ideais sócio-econômicos e culturais implicados nas festividades.

Os ideais sócio-econômicos situam-se no poder aquisitivo para dar e receber presentes. Quem pode mais, quem pode menos. O enaltecimento dos presentes cria a ideia de que ninguém pode passar sem. Há uma expectativa gigante também em relação a estar feliz e contente. Se o Natal e a virada “passarem em branco”, cria-se um sentimento de decepção e frustração imenso. Não critico a “curtição”, amigos secretos, troca de presentes, a alegria das crianças que creem em Papai Noel, mas sim à proporção que é dada ao evento, pois nem sempre é assim e quando não o é, o sofrimento é maior do que deveria ser ou se existisse deveria ser mínimo e não máximo, como observo em várias pessoas.

Os ideais culturais projetam famílias ideais, unidas, felizes, colocando um sobrepeso em cima disso. No caso das pessoas que estão distantes geograficamente umas das outras, ou separadas por qualquer circunstância, ou enfrentando problemas de menor a maior grau, o sofrimento que sentem devido à idealização destas datas nem sequer deveria existir.

Desejamos uns aos outros, mais por convenção social, um Feliz Natal e Próspero Ano Novo. Nada contra fazer desse momento um reconhecimento a quem amamos e apreciamos. Porém, não deveríamos demonstrar isso ao longo dos dias, das semanas, dos meses do ano? Muitos o fazem seguramente ocasionando bem estar para si mesmos e para os outros.

Além do mais, tirando a “fantasia”, todos possuímos boas e más lembranças na passagem destas datas e tanto maior é o desencanto quanto maior as expectativas idealizadas. Todos nós vivenciamos sentimento de tristeza quando não cumprimos os ideais envolvendo essas datas, um pouco criados por cada um, mas em maior dimensão fabricadas pela ideologia de consumo e valores culturais vigentes.

Por fim, acredito que o final de ano e início do novo ano pode figurar um balanço construtivo quando para nos resituarmos diante de dilemas, problemas e saídas mais produtivas concernentes aos mesmos. Almejar e pensar em evoluir de maneira produtiva e solidária como seres humanos, já de bom tamanho para a ocasião. Mas convenhamos que muitos planos estipulados, nesta época, não são praticados porque não é em uma virada de ano que iremos mudar efetivamente. Às mudanças para se tornarem consistentes vão sendo construídas diariamente e com a presença de alta dose de disposição, portanto, não é coisa de momento e nunca será.

Desejo um bom feriado e se possível, festivo. Senão, não sofra tanto, pois Natal e Virada de Ano são passagens em sua vida, não toda a vida. Como o Brasil, nossa pátria, que não terá sua crise resolvida tão cedo, assim o problema de muitos também não.



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