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Nova diretoria assume a Fuccar


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10 de maio de 2016

Tempo de Leitura: 3 minutos

Nova diretoria assume a Fuccar


Mesmo sem verbas para financiar seus projetos, a Fundação continua seu trabalho tentando buscar novas alternativas

Na primeira semana do mês de maio a Fundação Cultural de Carazinho – Fuccar – elegeu a sua nova diretoria para o biênio 2016/2017. Depois passar por uma fase difícil, onde até cogitou-se a possibilidade de fechar a Fundação, Valdir Azambuja Costa aceitou assumir o cargo e continuar o trabalho. Carazinhense, formado em Letras – Licenciatura, Valdir trabalhou como professor ministrando literatura e língua portuguesa, nas escolas Princesa Isabel, Ernesta Nunes e na Escola Estadual de Ensino Médio de Santo Antônio, onde também foi diretor e se aposentou. Hoje ele ainda leciona na Escola Municipal São Paulo de Santo Antônio.

 

Novo presidente Valdir Azambuja

 

Valdir participa há cerca de três anos da Fuccar, onde integra o Conjunto Instrumental tocando violão e por vezes até cantando. “Não faz muito que participo da Fuccar e fui convidado pela diretoria para ocupar a presidência. A princípio eu disse que não para mim mesmo, falei até com meus filhos. Mas logo apareceram lá em casa a Dona Alda Schipper e a Dona Marlene Fritscher Müller, que me falaram mais sobre a Fuccar e me deixaram pensando sobre todo o trabalho que as pessoas já fizeram pela Fuccar, quanto tempo de vida foi dado pela Fuccar, quantas pessoas foram formadas pela Fuccar, quantas pessoas já são profissionais da música formados na Fuccar”, destacou o novo presidente.

Ele conta com o apoio da agora vice-presidente Alda Schipper, professora aposentada que sempre esteve envolvida nas atividades da Fundação e também integra o Conjunto Instrumental. A diretoria ainda conta com a experiência de Osmar Cordella, como tesoureiro, e de Sônia Regina Delavy da Luz, como secretária.

 

Academia de Música busca alternativas para continuar

Desde a criação da Fuccar, em 1997, todos os projetos realizados pela Fundação sempre incluíram a música. Depois da criação da Orquestra Sinfônica de Carazinho nasceram projetos específicos para a orquestra, como a Academia de Música, que dava aulas gratuitas para jovens carazinhenses interessados em aprender um instrumento clássico. “Nunca descuidamos das aulas de música, por isso não queremos largar o projeto agora, não adianta começar um belo curso de música, estudar dois anos e largar, aquilo precisa ter continuidade, pela agilidade dos dedos, pelas notas, pelo conjunto, pela harmonia”, explica Alda.

As aulas são gratuitas para os alunos, mas há custos com a manutenção dos instrumentos e também com a remuneração dos professores, alguns vindos de Porto Alegre e Pelotas exclusivamente para ensinar em Carazinho. No início os projetos eram financiados através da Lei do Incentivo a Cultura do Estado, onde o ICMS das empresas era destinado a algumas entidades como a Fuccar. Depois que essa ação não foi mais possível a prefeitura do município passou a destinar uma verba para o projeto, que cobria os custos e mantinha tudo funcionando. Mas neste ano, em razão das crises econômicas e políticas, a prefeitura não teve condições de destinar verba ao projeto. “Agora temos que discutir de que maneira podemos dar continuidade, se vamos cobrar uma taxa, se vamos arrumar padrinhos ou alguma cosia assim, ver a disponibilidade dos professores de ganhar menos, estudar todas as possibilidades. A Fuccar tem nome, todos os nossos projetos sempre foram aprovados, as contas, tudo. Só que temos que abrir novos caminhos, porque não queremos fechar a Fuccar”, relata a vice-presidente. “A Fuccar é uma riqueza cultural de Carazinho e a comunidade, que sempre apoiou de uma forma, agora vai ter de nos apoiar de outra forma, nós temos que continuar tendo o apoio da comunidade, a solidariedade para que a Fuccar passe essa fase que é difícil pra todos”, completa.

 

Bibliotecas para a comunidade

No final de 2015, a Fuccar inaugurou a sua Geladeira Cultural na Gare. A ideia é que as pessoas possam deixar livros e revistas por lá, para que qualquer um tenha acesso a eles. O projeto foi concretizado pela Alda Schipper, que tomou a frente das responsabilidades e fez a ideia se tornar realidade. “Já havia visto essa ideia em muitos lugares e pensei que a Fuccar podia fazer isso aqui também. O local é excelente e a ideia é ótima!”, destacou. Quem quiser doar livros é só deixar lá. Quem quiser ler algum título é só pegar. “Nós estamos chamando a responsabilidade de cada um para fazer a sua parte”, ressalta Alda.

 

Geladeira Cultural 2

 

A Fuccar também possui uma biblioteca interna, que fica dentro da sede da Fundação. Sempre houve um desejo de poder abri-la ao público e agora a biblioteca será aberta em todas as primeiras quartas-feiras do mês, a partir das 15h30. Lá estão guardados títulos que merecem um cuidado maior, tais como doações de livros em língua alemã.

 

Fuccar nas redes sociais

Desde o início do ano a Fuccar entrou nas redes sociais para divulgar o seu trabalho e ficar ainda mais perto da comunidade. No facebook você a encontra como Fundação Cultural de Carazinho; no Instagram e no Twitter como @fuccarazinho. Por lá você confere todas as novidades e os eventos que a fundação participa!



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